Especialistas confirmam o que já é uma realidade no nosso dia a dia: inteligência artificial não é o futuro, é o presente! A transformação digital faz parte de um movimento impulsionado pelo uso cada vez maior da internet e dos dispositivos tecnológicos no cotidiano.

E o que Marketing digital tem a ver com isso? Tudo! Pensando nas estratégias digitais para conquistar clientes, é preciso também levar em consideração a relação que as pessoas desenvolvem no ambiente digital.

No maior evento de Marketing Digital da América Latina, o tema esteve presente em quase todas as falas durante o RD Summit 2018. Desde as buscas por conteúdos utilizando por voz a automação de chatbots cada vez mais refinados, a inteligência artificial será tendência para aproximar cada vez mais clientes e empresas.

E tudo isso envolve o desenvolvimento de tecnologias capazes de aprender, ou seja, combinar e processar dados. Sendo assim, Inteligência artificial não é apenas assunto de filmes sci-fi, onde robôs substituem humanos. Ela está presente no uso de aplicativos para dispositivos móveis, atendimento através de chatbots, recomendações de anúncios em páginas do Google, armazenamento de arquivos na nuvem e por aí vai…

Mas, afinal o que é inteligência artificial (AI)?

O termo Inteligência artificial foi citado pela primeira vez em um artigo do professor americano John McCarthy onde ele dizia que seria possível as máquinas resolverem problemas como humanos.

De lá para cá, o desenvolvimento de tecnologias permitiu que computadores pudessem mapear e analisar um volume grande de dados com agilidade e auto aprendizado.

Em sua palestra no RD Summit 2018, professora e escritora Martha Gabriel define 3 estágios da inteligência artificial:

O primeiro, Narrow, em que as máquinas são capazes de executar apenas uma tarefa por vez, como exemplo, podemos utilizar os computadores que jogam xadrez, como nos primeiros experimentos de John McCarthy. O segundo, General, é o estágio semelhante a inteligência humana e o terceiro, a Superinteligência, capaz de superar a inteligência de humanos.

Todo esses estágios de aprendizado, ajudam a entender o que é Inteligência Artificial. Quer um exemplo bastante próximo? O resultado das buscas no Google, que já são personalizados de acordo com o comportamento do usuário e tendem a ficar ainda mais assertivas e direcionadas.

Mobile First para AI First

Não é novidade que o Google nos resultados de buscas sites que sejam mobile friendly, ou seja, que estejam adaptados para acesso em dispositivos móveis como smartphones e tablets. Com isso, o SEO para dispositivos móveis é fundamental para que seu site não sofra com abandono de páginas pela falta de legibilidade, usabilidade e acessibilidade dos conteúdos.

Por isso, pensar no futuro é investir em sites web design responsivo. É o que confirma a vice-presidente de growth da SEMrush Maryna Hradovich, também em sua fala no RD Summit 2018. Segundo Maryna, “70% dos sites levam mais de 7 segundos para carregar. Ao mesmo tempo, 53% dos visitantes usando dispositivos móveis deixam a página se ela não carrega em 3 segundos.”

Isso demonstra que o algoritmo do Google, que determina a qualidade das páginas, está diretamente ligado à experiência do usuário e como ele reconhece a relevância de um conteúdo, determinado pelo tempo de permanência em uma página.

Essa capacidade de avaliar o comportamento do usuário tem a ver com a capacidade de aprendizado do buscador, uma vez que as regras são determinadas automaticamente e possibilitam entender a relevância de uma página e do conteúdo.

Machine Learning: o aprendizado das máquinas

Sabe quando você está digitando e automaticamente o seu corretor do celular sugere a palavra correta? Ou quando você realiza uma busca utilizando os assistentes de voz como a Siri ou o Google Assistant? Ou, ainda, quando você recebe uma sugestão de marcação em uma foto no Facebook e recomendações de filmes no Netflix?

Estes são exemplos de Inteligência Artificial no cotidiano que devem ser cada vez mais comuns no nosso dia a dia e fazem parte das tendências para o planejamento, produção e otimização de conteúdos para internet.

Machine Learning, ou aprendizado das máquinas, é a forma com que as próprias máquinas evoluem sua capacidade de aprendizado e oferecem soluções de acordo a auto análise de dados. Traduzindo, o computador determina de forma autônoma as próprias regras tendo como foco uma experiência mais próxima da humana com relação ao aprendizado.

Falando em Inbound Marketing, o ranqueamento orgânico de um site na primeira página do Google depende não apenas do uso de palavras-chave, que obviamente são fundamentais, mas também da arquitetura de informação, que leva em conta a semântica do conteúdo e a excelência de acordo com a avaliação da experiência dos usuários.

Então, é inevitável estar atento a essas mudanças que fazem parte da experiência do usuário na internet, não apenas para alcançar o sucesso em figurar nos primeiros lugares nas buscas do Google, mas para aproximar a experiência digital à realidade que estará presente nos próximos anos.

Marketing Digital e IA: a hora é agora!

Os novos hábitos de consumo na internet demonstram que o uso de inteligência artificial é necessário para falar a mesma língua do consumidor contemporâneo. Além de que, antes de comprar um produto ou adquirir um serviço, sempre existe uma consulta na internet.

Como você pode ter percebido, o fator humano é fundamental para que entender o que é Inteligência Artificial. Mas você sabe como a IA pode fazer parte do processo de vendas do Marketing Digital?

Para além da automação do atendimento cada vez mais personalizado para o usuário, Inteligência Artificial e Marketing Digital vão convergir para um processo de vendas cada vez mais eficiente.

Alguns processos de otimização simples, como a utilização de AMP (Accelerated Mobile Pages ou Páginas Aceleradas para Dispositivos Móveis) e a utilização de ferramentas integradas que permitem avaliar o que as pessoas estão falando sobre a sua empresa, são formas de aplicar o marketing digital inteligente.

Com a tendência das pesquisas por voz, por exemplo, Maryana Hradovich aponta a relevância da semântica e do planejamento de conteúdos que se aproximem, cada vez mais das perguntas buscadas pelos usuários, visto que as pesquisas por voz devem se tornar um mercado bilionário até 2025, já que uma a cada 5 pesquisas realizadas em smartphones são já são feitas desta forma.

Outro direcionamento apontado pela consultora Marie Haynes, especialista no algoritmo do Google, durante o RD Summit 2018 foi a diretriz E-A-T em que o conhecimento (expertise), a autoridade (authoritativeness) e a confiabilidade (confiabilidade) são fatores importantes para a avaliação da qualidade e relevância de uma página.

Em resumo, a inteligência artificial já é uma realidade e deve ser explorada, cada vez mais, pelo mercado de marketing digital, assim como a indústria 4.0 em geral, de carros autônomos à resultados para buscas personalizadas pelas preferências do usuário.

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André Cintra
André Cintra
André Cintra

Consultor, professor e palestrante com experiência em marketing digital e vendas. É CEO da Post Digital, agência de marketing digital fundada em 2010. Coordenou mais de 300 projetos personalizados para clientes nas áreas da saúde, educação, tecnologia, varejo e indústria. Ganhou o prêmio de Espada Ninja na Vitrine(Gold) no maior evento de marketing digital da América Latina, em 2019