O objetivo dos artifícios de SEO (Search Engine Optimization) é assegurar que um site seja localizado pelos buscadores e fique bem posicionado entre os resultados de pesquisa. Para alcançar essa meta, existem dois tipos de estratégia: white hat, que respeita as normas das ferramentas de busca, e black hat, que são medidas duvidosas para incrementar a visibilidade de uma página. Antes de entrar em contato com um especialista em marketing digital, é imprescindível conhecer quais ações são tidas como fraudulentas.

No presente artigo, falaremos em maior detalhes sobre a prática do black hat, as técnicas mais utilizadas e por que você deve evitá-las.

O que é Black Hat  

black hat SEO é a expressão usada para descrever táticas de marketing digital consideradas abusivas ou até mesmo ilícitas. A escolha do nome tem origem em filmes antigos, nos quais os vilões vestiam chapéu preto (black hat, em inglês). Esse recurso aproveita certas brechas dos algoritmos que ranqueiam os resultados de pesquisa e também podem exacerbar alguns métodos de white hat. Em contraste, o white hat SEO é um plano de divulgação visto como válido pelos mecanismos de busca.  Quando um profissional de marketing anuncia resultados muito rápidos, é fundamental ficar atento, pois provavelmente ele cogita usar black hat como estratégia. Abaixo, apresentaremos as práticas mais comuns de black hat para que você possa proteger a sua marca.

Mas afinal, quais as principais técnicas de black hat?

Keyword Stuffing

Em suma, o keyword stuffing define o emprego de palavras-chave em excesso no website com o intuito de incrementar a relevância para os buscadores. Esses termos às vezes estão escondidos em textos invisíveis para leitores por terem a mesma cor do fundo da página. Outra possibilidade de disfarçar as keywords é com as chamadas meta tags. Essa costuma ser uma das técnicas de black hat mais fáceis de se detectar: se o número de palavras-chave ultrapassar o limite razoável, acontece o stuffing.

Cloaking

Refere-se à ação de apresentar conteúdos distintos para cada perfil de visitante. Assim, quando o usuário acessa um site, ele é classificado como search engine ou não, a partir do IP ou User-agent. Caso seja um search engine, a página mostrada é otimizada ao máximo, repleta de keywords e pronta para estar entre os primeiros resultados. No entanto, se o sujeito não for uma ferramenta de busca, é exibido um conteúdo malicioso.

Doorway

É bastante provável que você já tenha encontrado alguma doorway page enquanto navegava pela internet. Trata-se de páginas desenvolvidas para encaminhar o usuário para um outro destino. Portanto, o endereço é otimizado para ser relevante segundo os critérios dos buscadores, mas na verdade ela direciona o indivíduo para um conteúdo distinto. No geral, esse conteúdo é malicioso ou de qualidade ruim. Pode-se concluir então que essa técnica assemelha-se um pouco ao cloaking, conceito explicado no ponto anterior.

Unreleated Keyword

Aqui, o problema envolve a adição de palavras-chave que costumam ter grande volume de buscas, mas que não estão relacionadas ao assunto abordado no site. Isso significa que, para as ferramentas de pesquisa, as páginas possuem relevância, porém o seu conteúdo não apresenta nenhuma relação com as expressões procuradas pelo usuário.

Quais as consequências de fazer black hat

Implementar práticas black hat traz consequência negativas para os sites. Inclusive, há punições sérias para quem aplica esses recursos em suas páginas. Para se alcançar um retorno satisfatório de maneira orgânica, o marketing digital deve englobar publicações relevantes e alinhadas aos interesses dos leads.  Ou seja, é um processo que mobiliza diferentes ações que visam SEO. Dada a competitividade do mercado atual, muitos empreendedores são seduzidos pela promessa de um melhor posicionamento imediato no Google.  Por isso, cabe salientar que as técnicas de black hat levam ao rebaixamento do site no ranking das SERPs  (páginas com resultados de pesquisa) e, em situações extremos, ao banimento da URL.

André Cintra
André Cintra
André Cintra

Paulistano e CEO da Post Digital, empresa que fundou no inicio de 2010, com a idéia principal de desenvolver projetos digitais estratégicos e focados em resultado (conversões). Trabalha profissionalmente com internet desde a época da bolha, já desenvolveu mais de 300 projetos sob medida, é certificado Google para rede de pesquisa, rede de display e analytics e é especialista em SEO.